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Marcas Brasileiras: trajetória para o sucesso – Parte 4
13 de março de 2015
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Essa semana, infelizmente, estou encerrando a segunda leva da minha série exclusiva sobre as marcas Brasileiras que alcançaram o sucesso (Releia o post anterior aqui ).
Considero sim este um fato infeliz, mesmo que possa parecer clichê, mas eu simplesmente adorei produzir essa série, mesmo considerando todo o imenso trabalho de pesquisa e curadoria por trás dela. Porém, se assim como eu gostei de escrever, você gostou de ler, lhe reservo uma surpresa no final desse post. Por hoje, conforme prometido semana passada, trago as 3 últimas marcas: Colcci, Sadia e Vale. Vamos a elas e boa leitura:

Colcci

colcci-logo

Famosa no campo da criação e confecção de roupas, é uma daquelas marcas que deram tão certo e fizeram tanto sucesso no exterior, que foi e ainda é considerada por muitos Brasileiros como uma marca estrangeira, quando de fato não é. Foi fundada em 1986 em Brusque, Santa Catarina, passou por uma grande reformulação em 1997 e trocou de moda básica para fashion. Acompanhando a mudança conceitual, veio uma reformulação de marca, embalagens e lojas. Desde 2004, a Colcci é parte do grupo AMC têxtil da família Manegotti. A fase de aquisição durou dois longos e árduos anos de negociação, objetivando sempre a expansão do atual grupo, que na época já detinha outras empresas do setor têxtil como Sommer, Carmelitas e Coca-cola Clothing Line.  

Ainda no mesmo ano da compra, a Colcci apareceu pela primeira vez em uma semana da moda através da modelo da marca, a Brasileira Gisele Bündchen, no Fashion Rio. Com muito trabalho e foco no estilo jovem de se vestir, a AMC continuou sua expansão no setor e em 2008 comprou o grupo TF, proprietário da Forum, Forum Tufi Duek, Tufi Duek e Triton.

Hoje em dia a Colcci é referencia em moda jovem com atitude, graças a sua incrível percepção de mercado. A filosofia visionária da marca veio muito da corporação que há 10 anos gerencia seus negócios. A AMC Têxtil é considerada a maior administradora de marcas jovens da América Latina, possuindo mais de 200 lojas no Brasil e no exterior. Gera 2,6 mil empregos diretos e uma produção anual de 10,2 mil toneladas de tecido, além de 2,8 milhões de peças orquestradas em seus 5 parques industriais. Acho que depois de tudo relatado não resta dúvidas de seu sucesso e de como a empresa tende a crescer ainda mais.

Mais informações no site

Sadia

sadia-logo2

É uma marca tão grande e poderosa que acredito não precisar nem de descrição de quem seja. De todas as que apresentei, a Sadia é uma das marcas que tem a história mais antiga e reconhecida. Oferecendo produtos que reúnem qualidade, sabor, conveniência e nutrição para seus consumidores, a empresa se tornou referencia de excelência na indústria de alimentos nacional e internacionalmente. Figurou no ranking das marcas mais valiosas e inovou com o lançamento de seus principais produtos: lasanha, nuggets, pizza congelada e hot pot. Atualmente conta com 150 mil pontos de venda no Brasil e uma carta com mais de 300 itens em seu portfólio.

Mas, como todo grande empreendimento, o início foi bem diferente e em proporções bem menores. Inaugurada em Julho de 1944 por Attilio Fontana, em Santa Catarina, sul do país, teve e tem como missão “Alimentar consumidores e clientes com soluções diferenciadas”. Visiona “Ser a empresa de alimentos mais competitiva do setor no mundo em soluções de agregação de valor”, e de fato tem sido, em toda a sua jornada até aqui. Primeiramente chamada S.A. Indústria e Comércio Concórdia, foi renomeada em 1947 pela junção da inicial S.A (Sociedade anônima) e o sufixo DIA, da palavra Concórdia, formando assim o atual SADIA.

Com um moinho de baixa capacidade e um frigorífico inacabado, a companhia começou de forma bem precária, com mão-de-obra abundante mas não qualificada, produzindo farinha e farelo de trigo. Na época, a energia elétrica era instável e insuficiente, não havia fornecimento de água e nem telefone. O único telégrafo disponível era o da ferrovia, o que de fato representou uma grande dificuldade.

Aliado a esse cenário, a maior adversidade enfrentada pela produção era o transporte, pois não existiam caminhões refrigerados e os produtos perecíveis, que precisavam ser transportados dentre os principais centros, acabavam estragando. A solução só veio em 1952 com o arrendamento de um avião DC3 da Panair Brasil para fazer o trânsito entre as fábricas do Rio e de São Paulo. Consequentemente, em 1955, foi criada a Sadia Transportes Aéreos, que além de alimentos transportava passageiros, o que a levou a adotar o nome de Transbrasil em 1972, se tornando um companhia aérea independente das outras. Este momento foi o gatilho para a Sadia iniciar a exportação de frango congelado para o Oriente Médio, em 1975, o colocando-a na liderança dos exportadores nacionais.

A década de 1980 começou com a criação do SIC – Serviço de Informação ao Consumidor Sadia, primeiro canal de diálogo direto com o consumidor, algo que não existia na época nesse nicho de mercado. Já os anos 1990 representaram a consolidação da marca internacionalmente e a compra de duas novas organizações: a Miss Daisy, que a ingressou no mercado de sobremesas; e a Granja Resende, de Uberlândia (MG), estabelecendo um polo industrial e local estratégico.

Em Maio de 1999 fundiu-se com sua então concorrente, a Perdigão, devido a grave crise financeira que a marca passava. Dessa maneira foi constituída a Brasil Food, líder no segmento de massas, pizzas e carnes congeladas, além da margarina e carnes congeladas. A Brasil hoje tem receita de 20 bilhões de reais anuais e uma carta com mais de 3000 produtos.

Apenas a marca Sadia está hoje avaliada em 1.62 bilhões de reais, conta com 60 mil funcionários, 10 mil granjas de aves e suínos e ocupa a 10a posição no ranking das marcas mais valiosas do Brasil. Portanto, não resta dúvida que a fusão só beneficiou a empresa e a torna cada vez mais popular com crescimento exponencial.

Mais informações no site

Vale

vale-logo

Nascida em 1942 em Itabira (MG), durante a era Vargas, a Vale é uma das maiores mineradoras do mundo com sede no Rio de Janeiro e com capital aberto negociado na bolsa de valores de São Paulo, Paris, Madrid, Nova York e Hong Kong. Atua hoje em cinco continentes, 37 países, contando com mais de 200 mil empregados e um faturamento de mais de 103 bilhões de reais com um valor de mercado acima dos 90 bilhões.

Inaugurada como Companhia Vale do Rio Doce S.A (CVRD), ela começou modestamente fornecendo matéria prima para siderúrgicas nacionais, como a Companhia Siderúrgica Nacional, se aproveitando de sua alta reserva de minério de ferro. Em 1952, a CVRD ganhou um novo presidente, o engenheiro civil Francisco de Sá Lessa. Durantes seus oito anos de gestão, ele modernizou postos, atingiu novos mercados e estabeleceu os primeiros escritórios da companhia no exterior.

Em 1961, o então presidente da república Jânio Quadros, nomeou e engenheiro ferroviário Eliezer Batista ao posto de novo presidente da Vale. Sua administração firmou a importante parceria com o Japão baseado no conceito de “distância econômica”, que possibilitou a empresa entregar minério de ferro ao Japão, que naquele tempo estava destruído pela Segunda Grande guerra. Esse fato foi vital para a criação de uma firma de navegação, a Docenave, em 1962. Para auxiliar o transporte ao continente asiático, foi criado o “Porto de Tubarão”, em 1966.

A partir daí a organização entrou em um crescimento invejável, alcançando uma produção de 56 milhões de toneladas por ano, em 1974, e a liderança na exportação de minério de ferro (que mantêm até hoje). Em 1985, depois de se tonar sócia majoritária do complexo de Carajás 6 anos antes, a Vale bateu mais um recorde na exportação de seu insumo.

No governo Fernando Henrique Cardoso, em Maio de 1997, a empresa foi privatizada pelo valor de 3,3 Bilhões, o que aumentou visivelmente seus lucros. A expansão foi tão visível e sedenta que os anos 2000 foram marcados por uma sequencia ininterrupta de aquisições: Socoimex, Feterco, MBR, Samitri, CAEMI, Rio verde, a Canadense Inco e por último a mineradora de carvão Australiana AMCI Holdings, em 2007. Todas foram compradas por altíssimos preços, na casa dos milhões de reais.

Um ano depois da conquista da mineradora Australiana, em 2008, a organização abandonou o nome Companhia Vale do Rio Doce e sua sigla CVRD, para se tornar apenas Vale, o que só foi legalizado mesmo em 2009. E foi nesse mesmo ano que fundou sua instituição de ensino e pesquisa, o ITV – Instituto Tecnológico da Vale. Ultimamente, por conta da crise econômica Europeia e a queda de demanda Chinesa, a organização optou por focar no mercado Brasileiro, prometendo investir 40 bilhões de reais até as olimpíadas de 2016. Só nos resta então esperar para ver e confiar, mesmo que seja difícil, na reputação e determinação em crescer de seus executivos e gestores.

Mais informações aqui

Bom, essa foi a segunda temporada da minha série sobre o sucesso das marcas Brasileiras. Agora, conforme prometido na introdução deste post, minha grande surpresa (na verdade uma promessa): no próximo semestre deste ano de 2015 farei uma nova série de 2 artigos exclusivos baseados nesta aqui. E qual será o assunto? Os garotos propaganda que fizeram história na publicidade e como eles chegaram ao topo das paradas. Mas isso só daqui a 3 meses, enquanto isso, convido você a curtir e compartilhar esse post nas suas redes sócias e comentar esse post se tem algo a acrescentar.

About author

Diogo Mattos

Redator publicitário, especializado em web e apaixonado pelo mundo digital e suas nuances. Já rodei o mundo, passando por países da Ásia e Europa, aprendendo e sugando tudo o que eles podiam me oferecer. Hoje sou empreendedor digital e reúno tudo que me faz bem em um lugar só: meu espaço criativo.

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1 Comentário

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